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COMO SURGIRAM OS JOGOS PARALÍMPICOS?

Dia 24 de agosto começou os Jogos Paralímpicos 2020, que tem esportes adaptados, além de modalidades exclusivas para atletas com deficiência.

De alguns anos para cá, os jogos paralímpicos estão conquistando o prestígio que merecem, acontecendo na mesma cidade e nas mesmas instalações do que as olimpíadas. Isso faz todo sentido, já que as paralimpíadas também são disputadas por atletas de alto nível, que dedicam suas vidas ao esporte — a diferença é que algumas regras precisam ser adaptadas por conta das deficiências de cada um.

A questão é que nem sempre as pessoas com deficiência tiveram esse espaço. Isso tem tudo a ver com a origem dos jogos paralímpicos, em 1948.







O Brasil nos jogos paralímpicos


Um fato bem interessante sobre os jogos paralímpicos é que o Brasil é uma potência neles! Nós enviamos atletas desde Heidelberg 1972 e participamos de todas as edições desde então, conquistando 72 medalhas na Rio 2016, com 14 ouros. Esse foi o melhor desempenho do país no geral, embora tenhamos conquistado mais ouros em Londres 2012, um total de 21.


O Brasil têm vários atletas que conquistaram várias medalhas, como as de Daniel Dias (só ele tem 14 ouros e 24 medalhas no total), André Brasil (7 ouros) e Clodoaldo Silva (6), todos nadadores paralímpicos brasileiros de grande sucesso. No atletismo, podemos destacar Ádria Santos, com suas 13 medalhas em provas de velocidade, e Luiz Cláudio Pereira, que obteve 5 medalhas de ouro nos lançamentos de dardo, peso e disco.

Além dessas duas modalidades, somos uma potência no futebol de cinco — pentacampeões olímpicos! — e bicampeões no goalball (uma modalidade apenas paralímpica, para times com três atletas cegos). A expectativa é de grande sucesso também nas Paralimpíadas de Tóquio.


Um evento esportivo de alto nível


Como foi dito, as paralimpíadas também são uma competição esportiva de alto nível, com atletas que dedicam suas vidas ao esporte, e as diferenças são as adaptações em regras, de acordo com cada deficiência.

O futebol de cinco, por exemplo, demanda silêncio e tem chocalhos na bola, permitindo que os atletas cegos usem os outros sentidos para criar jogadas. A natação e o atletismo têm divisões por categorias, segundo as limitações de mobilidade dos esportistas, porém todas são muito competitivas. O vôlei sentado e os esportes em cadeira de rodas (como basquete) também são adaptações, mas que não mudam o fato de serem esportes altamente competitivos.




É interessante ter isso em mente para não desvalorizar a importância das paralimpíadas como evento esportivo, mas também para não cair em falácias como "todos eles são vencedores" ou "eles são exemplos de superação". Os atletas com deficiência merecem admiração não pelas deficiências, mas por serem pessoas muito dedicadas aos esportes, assim como os atletas olímpicos. Esse vídeo da influenciadora Mariana Torquato fala bem sobre isso.

Então, até o dia 5 de setembro, nós temos muitas competições paralímpicas de altíssimo nível para acompanhar nas madrugadas — e ficamos na torcida para que os atletas brasileiros tragam muitas medalhas!



Fonte: Tecmundo

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